(via wondurs)
Doces 16.
Ter 16, o mundo ao nosso alcance. O desejo, a vontade, o impulso.
Ter 16 e todos aqueles sabores. Azedos, em sua maioria. Sempre assim, tão intensos.
Ah, ter 16 e toda a vida pela frente. Tão, senão mais mulher do que aos 20. Antes que o tempo tivesse a chance de roer aqueles vastos sonhos insensatos. Antes que a razão se espalhasse metastaticamente. A razão, como aqueles cupins gigantes que se alimentam dos móveis antigos em um apartamento com as cortinas fechadas.
Nunca mais teremos 16. Morremos há tempos. Todos ao redor já sentiram o cheiro fétido do cadáver carcomido, menos nós. Nos conservamos em nossa poça de formaldeído imaginária. Ridículos.







